segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Carro Nº13

















Título Original: Le 13 est au Départ
Autor: Jean Graton
Editora: Asa/Público
Páginas: 64

Colecção: Michel Vaillant nº5
ISBN: 9789892325996
 
Sinopse:
A escuderia Vaillante está de regresso às grandes competições automobilísticas internacionais e vai disputar as 24 Horas de Le Mans. Entre os adversários conta-se o piloto americano Bob Cramer, que conduz o carro nº 13, um Bocar especialmente preparado para a corrida. Steve Warson conhece bem Bob Cramer e sabe que a sua reputação está longe de ser boa. Antiga vedeta do desporto automóvel nos EUA, Cramer foi em tempos destronado por Steve e desde então jurou vingança. Agora, ambos irão defrontar-se nesta prova. Conseguirá Steve aguentar a pressão?
 
Opinião:
A Vaillante está de volta à competição. E volta em força e carregada de dramatismo, como é documentado pelo início do álbum, no qual um comissário anuncia a morte de Michel Vaillant em plenas 24 horas de Le Mans.


Claro está que este início não passou de um pesadelo da Sra. Elisabeth Vaillant, mãe de Michel.

O álbum aqui em análise é uma das obras mais marcantes da série, não só foi responsável pelo script para o filme de 2003, com argumento adaptado de Luc Besson, como também é uma obra que introduz na série um conjunto importante de personagens.

Aqui vamos encontrar personagens tão importantes como Françoise Latour, futura mulher de Michel Vaillant, que aparece com 17 anos, rebelde, algo malcriada provocando a ira do herói da série.

Quem também encontramos em estreia é Bob Cramer, o vilão mais recorrente da série, aquele que começa como um verdadeiro terror, mas que apesar de se encontrar sempre do lado contrário aos bons da fita, encontra por vezes a redenção ao longo da série, sendo inclusive considerado um velho amigo de Steve e Michel num determinado livro no qual veremos o melhor lado de Bob. Cramer é um dos personagens que mais evolui e transfigura-se ao longo da série, e é assim, como já o disse noutra critica o meu personagem favorito. Estou ansioso que seja recuperado para a nova série. Não a viria salvar certamente mas seria um interesse acrescido.

O Carro nº13 é um álbum inédito em Portugal, o que não deixa de ser curioso devido ao apresentado anteriormente, bem como por ser a primeira obra que se foca na sua quase totalidade naquela que é sem duvida nenhuma a prova automobilística favorita do autor Jean Graton.


O livro serve-nos de verdadeira introdução à que provavelmente será a mais importante e famosa corrida do mundo, e não seria Michel um grande campeão se não tivesse algumas vitórias nas 24 horas no seu currículo.

A obra evolui bem, é envolvente mas fico com alguma pena da sua resolução ser algo atabalhoada, com a prova a ser decidida por um factor extra que era dispensável.

O pesadelo de Elisabeth quase se concretiza, o carro nº 13 está à partida, está pintado com as cores vermelha e branca, o seu piloto é louco e vingativo mas uma hesitação de última hora, bem com o virtuosismo de Michel evitam a catástrofe.

É um álbum que tem todos os condimentos para me agradar, pena o factor que falei anteriormente.

Nota (escala 1 a 10): 7,5
TheKhan 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Noite Sobre as Águas

















Autor: Ken Follett
Editora: Editorial Presença
Páginas: 521
ISBN: 9789722522588
 
Sinopse:
Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.
 
Opinião:
Terceiro livro que leio de Follett e garanto-vos que tento gostar deste autor e posso continuar a tentar que continuo a não estar convencido. Destes três livros, um foi a sua "obra-prima", Os Pilares da Terra, que não me convenceu e este, bem como o Voo Final, livros com temáticas que me interessam particularmente, aviões e 2ª Guerra Mundial, que sinceramente também não me fizeram fã.

Dando valor onde ele existe, a nível de entretenimento este livro é aconselhável, sejamos sinceros, durante o período que o estive a ler serviu bem para me distrair. É uma leitura simples e extremamente directa. Um livro bom para esta altura do ano, em que as pessoas querem descansar a cabeça e levar um livro para descontrair enquanto apanham sol na praia. Mas não é mais do que isso, Follett consegue produzir alguns argumentos bastante interessantes, mas não é brilhante a escrever, diria mesmo mais, por vezes torna-se até bastante vulgar.

É o autor típico de Bestsellers, para se atingir grandes massas não se pode complicar. E tudo bem com isso, a verdade é que cumpre o seu objectivo, deve entreter muitos milhares de pessoas por esse mundo fora e fazer muito dinheiro.

Falando um pouco mais a fundo sobre a obra, a narração feita do ponto de visto de várias personagens agrada-me. Quando bem feita dá para ter várias perspectivas do mesmo acontecimento. Neste livro apesar de usar este método de narração não explora muito a variedade de perspectivas. Parte mais negativa é quando o autor refere-se a eventos em que se encontram passageiros não nomeados em alguns locais/acontecimento. O Clipper leva nesta viagem 19 passageiros, não me parece que fosse difícil nomeá-los.

O cenário por outro lado é brilhante, a ideia de fazer um livro maioritariamente passado dentro de um avião não é pioneira mas é sempre interessante, especialmente graças ao belíssimo trabalho de pesquisa feita pelo autor que nos apresenta uma forma de transporte pioneira na altura e quase única, pois os hidroaviões perderam toda a sua importância, neste tipo de voos, com a guerra que estava a começar. As viagens como a descrita eram memoráveis e convido-vos a fazer uma pesquisa no google pelo Clipper para verem as condições fantásticas com que as pessoas faziam estas viagens transatlânticas.

Quanto a personagens, não se pode dizer que sobressaiam por aí além, simpatizamos por algumas, desprezamos outros e somos indiferentes às restantes mas nada de demasiado marcante. Nenhuma nos ficará retida na memória.

Resumindo, entretém sem dúvida, é muito fácil de ler e dá para o fazer descontraído sem grande concentração. No fim deixa um certo travo amargo, se o autor fosse tão bom como a fama que tem seria um livro muito melhor.

A sinopse também engana um pouco. Nem as personagens são tão vincadas como mencionadas nem o clímax é tão dramático e perigoso como isso.

Pequenas curiosidades:
Apresento-vos o Boeing 314 Clipper, um hidroavião.

Agora olhem para a capa do livro. Aquilo não parece um hidroavião, pois não? Claro que não, é Boeing B-17 Flying Fortress, para quem não sabe um dos mais famosos bombardeiros da Segunda Guerra Mundial. Bem ao menos quem fez a capa acertou no produtor do avião.

O 314 da foto, o Yankee Clipper foi o único destes aviões envolvidos num acidente fatal, tendo falecido 24 dos 39 ocupantes. E sabem onde se deu o acidente? Numa aterragem no Rio Tejo em Lisboa, no dia 22 de Fevereiro de 1943.

Nenhum dos 12 Clippers produzidos sobreviveu até aos dias de hoje.

Nota (escala 1 a 10): 6,5
TheKhan 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Feira do Livro 2014 - Últimas Aquisições

E para fechar as aquisições de 2014 fica aqui a última "pilha":


Umas aquisições extra à conta da "Happy hour" de fecho.

Às vezes ficamos com a ideia que temos mais vontade do que tempo para ler. O típico mais olhos que barriga. :)

Desta vez abri uma porta para um corredor que poderá não ter retorno. Devido à falta de edições em Português comprei o primeiro livro, não BD, em Inglês. Vamos ver se não ganho o hábito.

sábado, 14 de junho de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Rota Nocturna

















Título Original: Route de Nuit 
Autor: Jean Graton
Editora: Asa/Público
Páginas: 64
Colecção: Michel Vaillant nº4
ISBN: 9789892325972
 
Sinopse:
Michel Vaillant e o seu amigo Steve Warson estão de férias na Côte d’Azur, no Sul de França. Benjamin Vaillant, tio de Michel (que é dono de uma transportadora em Marselha), vê um dos seus motoristas abandonar a empresa levando consigo Yves Douléac, um jovem colega de apenas 15 anos.

Benjamin receia que Yves ande metido em sarilhos e, sabendo que este tem uma profunda admiração pelo seu sobrinho, pede a Michel para intervir. O que não será tarefa fácil, pois Régis Blancardo, filho do novo patrão de Yves, acaba por arrastar o jovem para situações no mínimo suspeita.
 
Opinião:
A Rota Nocturna é o quarto álbum da colecção Michel Vaillant e é inédito em Portugal.
Neste álbum encontramos Michel e Steve em período sabático nas suas carreiras automobilísticas. Assim e com tanto tempo livre vão a Marselha ajudar Benjamin Vaillant, o irmão de Henri, dono de uma transportadora que se encontra em dificuldades com a concorrência a recrutar os seus motoristas.

Nesta aventura assistimos à estreia de Yves Douléac, ainda com 15 anos, que no futuro veremos como piloto Vaillante. O pequeno Marselhês está mais rebelde do que nunca e é a sua mudança para a concorrente Nord-Mediterraineé que motiva o argumento desta história.

Como disse atrás, tirando uma visita de Yves e do seu patrão Regis Blancardo, rufia que também aparecerá em álbum próximo, ao Grande Prémio do Mónaco, não temos mais menções ao desporto automóvel. Este é o primeiro dos álbuns em que Michel não aplica a sua profissão. São raros mas veremos mais alguns álbuns assim ao longo da colecção.

Aqui o "personagem" principal não é o Formula 1 Vaillante mas sim os camiões, do fabricante Francês, utilizados pela empresa do Tio Ben. Mais à frente na série, mais precisamente no álbum 49, Categoria Pesos Pesados, teremos novamente os mesmos protagonistas.

Neste assistimos à iniciação de Steve Warson na condução de camiões. Michel claro, já tem experiência. É interessante vermos os camiões do final dos anos 50, como o Berlier, a percorrer as estradas. O Vaillante está também bem conseguido. O autor tem jeito para desenhar viaturas fictícias, para além claro das reais.

O leitor acompanha um pouco da vida dura dos camionistas, os seus percursos, as suas mercadorias lícitas e ilícitas, a cooperação e companheirismo.

Como curiosidade, o título do livro refere-se a um programa radiofónico de serviços para camionistas da RTF. Roland Dhordain é um dos muitos personagens reais que entram nesta série e que dão aquele toque palpável aos seus livros.

Se não temos corridas de automóveis, não é por isso que não somos premiados com uma boa dose de acção. Michel e Steve têm de cerrar os punhos e lutar. A trama desenvolve-se e há malfeitores para serem apanhados no final do livro. A perseguição final é muito interessante com a ajuda da rede de camionistas e do programa radiofónico.

O livro é de uma forma geral bastante agradável e possivelmente é dos melhores no qual a temática do desporto automóvel não é introduzida.

Nota (escala 1 a 10): 7
TheKhan 

domingo, 8 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014